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Afinal, como os pais podem ajudar a combater o bullying?

Bianca

Para combater o bullying, primeiramente, é preciso saber com o que está lidando, certo? Mas, por incrível que pareça, é muito comum que o problema seja resumido de forma simplista até que ele afete os filhos, parentes ou amigos.

O bullying pode ter caráter psicológico, moral, verbal, social e até material, e todos eles causam sofrimentos psicológicos e físicos sérios nas crianças. Quer entender melhor com o que você pode estar lidando ou se prevenir para combatê-lo na sociedade e nos círculos de relacionamento dos pequenos? Leia mais no post a seguir.

Entenda o que é e os tipos de bullying

Bullying é um termo em inglês que foi universalizado para apontar atos e comportamentos agressivos de algumas crianças contra outras. Causa constrangimentos, sofrimentos emocionais e, até mesmo, físicos. Constantes ou não, são situações que transformam a vida de uma criança em um verdadeiro filme de terror. Como toda ação gera uma reação, podem fazer com que elas se retraiam ou respondam com agressividade.

Entre os tipos de bullying, podemos apontar:

  • psicológicos, como quando a criança é perseguida por algum gosto particular ou aparência física. Ex: crianças que usam óculos ou com alguma dificuldade de locomoção que são ridicularizadas;
  • moral, que acontece quando elas são vítimas de calúnias e boatos, que, inclusive, podem ser agravados pela internet;
  • verbal, com xingamentos ou ameaças. Ex: quando uma criança diz à outra que vai bater nela recorrentemente, podendo causar ansiedade e estresse. Mesmo que o fato não se concretize, a intimidação traz grandes efeitos psicológicos;
  • social, como o isolamento de uma criança por não torcer pelo mesmo time de futebol;
  • material, que acontece quando outras crianças tiram seus objetos pessoais, os escondem ou estragam deliberadamente;
  • físico, quando as ameaças e insultos partem para a agressão física.

Adote algumas medidas preventivas e de combate

É importante lembrar que os filhos podem tanto ser o agressor quanto a vítima de bullying. Assim, os pais têm papel fundamental na conscientização e podem contribuir para o combate ao problema.

Entenda que os exemplos são absorvidos pelas crianças

Pais amorosos ou agressivos são referências e exemplos para as crianças. Portanto, saiba qual informação ou comportamento deseja transmitir aos filhos. Respeitar as diferenças e opiniões é um ótimo começo.

Saiba que, para combater o bullying, é preciso analisar o agressor

Não basta apontar o agressor, cobrar ou dar uma punição. É preciso entender as ações de uma criança que esteja praticando o bullying, as causas e suas justificativas. Assim, é possível corrigir o comportamento pela raiz.

Combata a agressividade

Sabendo que a agressividade pode ser uma reação da criança, procure combatê-la da maneira certa. Ensine a empatia, bem como saber controlar seus impulsos contra o outro. Participar de ações de caridade e apoio a sociedade pode ser aprendizados importantes, inclusive.

Crianças que praticam bullying mantêm o foco nas vítimas que não reagem ou que se mostram claramente afetadas por seus xingamentos e perseguições. Assim, fortalecer o emocional dos pequenos também pode ser uma maneira de combate ao problema.

Reforce a importância do diálogo

Uma criança que esteja sofrendo bullying pode se retrair até mesmo com os pais, acreditando que ser a vítima é algo vergonhoso, e, pedir ajuda, uma fraqueza. Manter o diálogo frequente com as crianças garantirá que ela tenha confiança suficiente para falar sobre seus sentimentos, inseguranças e situações vividas, seja ela a vítima, agressor ou até mesmo, a testemunha das agressões.

A conversa na volta da escola, por exemplo, pode ser um canal para compreender o que está acontecendo nas relações entre colegas e mostrar que agir em prol da solução não é vergonhoso nem farão delas as próximas vítimas.

Instrua a criança a como agir em situações de bullying

Algumas dicas podem ajudar a criança a se desvencilhar de situações de bullying:

  • Procurar manter-se indiferente às provocações: sabemos que é muito difícil, mas se a criança conseguir se controlar e se manter tranquila, o agressor não atingirá o seu objetivo e poderá desistir de incomodar a vítima
  • Tentar se afastar do agressor: quando não for possível, aconselhe a criança a se aproximar de uma adulto quando o agressor começar as provocações
  • Falar o que sente e se valorizar: fortaleça a auto-estima da criança, deixe claro que ela não merece ser vítima dessas agressões. Com confiança, ela será capaz de olhar nos olhos do agressor e falar de forma firme e calma que desaprova esse tipo de comportamento.
  • Pedir ajuda sempre que a situação sair do controle: muitas crianças preferem tentar resolver o problema sozinhas, mas vale reforçar que em algumas situações é necessária a intervenção de um adulto

Os desafios da educação são complexos, principalmente porque envolvem o controle emocional dos pais, não é mesmo? Mas, com as intervenções adequadas e amparadas pela escola, as crianças estarão mais preparadas para serem adultos conscientes.

Combater o bullying, portanto, é necessário para proteger seus filhos e também orientá-los a não perpetuar um comportamento que pode ferir outros indivíduos. Faz sentido para você?

Outro ponto fundamental na educação dos filhos é oferecer uma disciplina que encoraje sua autonomia e habilidades sociais. Não deixe de ler nosso post sobre como a disciplina positiva contribui para o desenvolvimento infantil.

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