Comportamento e Educação / 3 min
O início da amamentação é um momento de aprendizado, principalmente para as mamães de primeira viagem. Embora o aumento da sensibilidade nos seios seja comum e esperado, a dor ao amamentar não deve ser vista como normal, mas, sim, como um indicativo de que algo não vai bem.
É verdade, nós temos que lidar com muitas coisas no puerpério. Mas não pense que a dor nos seios é uma delas. Amamentar não pode ser visto como sinônimo de sofrimento e, se isso está acontecendo com você, saiba que, em alguns casos, medidas simples ajudam a prevenir ou minimizar o desconforto.
Continue conosco para conhecer alguns problemas mamários comuns durante a lactação e descobrir como superar com cada um deles. Vamos lá?
A retenção do leite, também conhecida como ingurgitamento mamário, leva ao aumento excessivo e doloroso da mama. O quadro pode ser acompanhado de vermelhidão e “empedramento” do leite, trazendo ainda febre e mal-estar.
O problema é mais comum entre 3 e 5 dias após o parto e está frequentemente associado a alguns destes fatores:
Assim, para evitar a dor ao amamentar causada pelo ingurgitamento, é importante iniciar precocemente a amamentação e praticar a livre demanda. Caso o problema já tenha se estabelecido, massagens e compressas mornas ajudam a liberar o leite acumulado.
Mesmo com dor, é importante que a mãe não deixe de amamentar. Caso a produção de leite seja superior às necessidades do bebê, o excesso pode ainda ser drenado com o auxílio de bombas de amamentação ou mesmo pela ordenha manual.
O importante é estimular a saída do leite. Os casos mais graves podem ser solucionados com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, mas os remédios só devem ser usados com orientação médica.
A causa mais comum da inflamação de uma ou de ambas as mamas é o bloqueio de um ou mais ductos lactíferos, os canais que conduzem o leite até os mamilos. O problema é mais comum entre 2 e 3 semanas após o parto e dificilmente ocorre a partir do terceiro mês do bebê.
A inflamação é caracterizada por dor, inchaço e calor na mama, podendo ser agravada pelo desenvolvimento de bactérias. Quando isso acontece, ocorre também febre alta e mal-estar.
As medidas para prevenir o ingurgitamento também são válidas para evitar a mastite. Quando o problema aparece, o uso de antibióticos é recomendado caso haja infecção bacteriana. Devemos ressaltar que, se o bebê estiver saudável, a amamentação não deve ser interrompida, uma vez que ela não traz riscos ao neném.
A Candida albicansé um fungo que se desenvolve em ambientes úmidos. Muitas vezes, ela chega ao seio materno por meio da boca do bebê, mesmo que a criança não tenha sintomas de infecção (o popular sapinho).
A candidíase mamária traz sensação de queimadura e fisgadas nos mamilos, que ficam mais vermelhos e brilhantes. Para evitar a doença, o popular banho de sol nos seios é uma ótima medida. Caso o problema se instale, tanto a mãe quanto o bebê devem ser tratados com antifúngicos.
Fissuras, bolhas e marcas nos mamilos são comuns, mas não são normais. Os traumas na região, geralmente, são frutos do mau posicionamento ou pega inadequada do bebê e podem estimular o desmame precoce. Para evitar o problema, algumas medidas devem ser tomadas:
Quando o trauma acontece, é difícil amamentar, mas a prática não deve ser abandonada. Alternar a posição da mamada e começar pela mama menos afetada são algumas medidas de conforto enquanto as feridas não cicatrizam.
As pomadas à base de lanolina ajudam a hidratar os mamilos e previnem novas rachaduras. Além delas, outros cremes e anti-inflamatórios podem ser usados para acelerar a recuperação, mas devem ser prescritos por um médico.
Pronto! Agora você conhece as principais causas da dor ao amamentar. Se você está sentindo dificuldades em dar mamar ao seu bebê, não deixe de consultar um especialista em aleitamento materno. Em alguns casos, principalmente aqueles acompanhados por febre e mal-estar, o apoio médico é essencial para garantir a recuperação e a saúde da mãe e do neném.
Nós queremos o melhor para nossos filhos, não é mesmo? Que tal aproveitar a visita para conhecer os principais métodos de ensino usados nas escolas brasileiras?