Comportamento e Educação / 3 min
A arte sempre fez parte do ser humano. Desde a pré-história, nossos ancestrais usavam pinturas e desenhos nas cavernas para representar seu cotidiano e, principalmente, seu contato com o mundo exterior. É exatamente nesse sentido que trabalha a arteterapia para crianças.
Por meio de expressões artísticas — como aquarelas, esculturas, dança e composições musicais —, há uma intervenção psicoterápica infantil. O profissional consegue identificar problemas emocionais dos pequenos e ajudá-los a lidar com eles. Acompanhe para saber mais!
A arteterapia surge da junção de duas áreas: a arte e a terapia. A primeira se refere a todo esforço criativo humano com objetivos estéticos, ou para expressar emoções e visões sensíveis de mundo. Já a terapia consiste em um acompanhamento profissional para tratar/cuidar de problemas humanos.
No caso da arteterapia, estamos diante de uma vertente da psicoterapia. Como você já sabe, “terapia” é o ato de cuidar. O prefixo “psico” indica que o tratamento se volta à psique humana, ou seja, a tudo o que se refere à mente — emoções, cognição e comportamentos.
Dessa forma, a arteterapia para crianças consiste no tratamento psicoterápico infantil por meio de expressões da arte. Para tanto, o arteterapeuta tenta manejar quatro fases das emoções dos pequenos a partir de um exercício artístico — nomear, explorar, experimentar e integrar.
Agora que você sabe o que é a arteterapia para crianças, vamos conhecer algumas formas de aplicá-la. Os exercícios artísticos ajudam os pequenos a explorar, durante a criação, suas próprias sensações. Isso pode ser feito por meio das artes plásticas, da dança, da música, das narrativas etc. Veja!
Com o pincel ou o lápis na mão, a criança coloca para fora algumas expressões do seu mundo interno. Quando há alguma desordem emocional, o psicoterapeuta consegue identificar nos traços e no conteúdo do desenho algum tema recorrente e, desse modo, descobrir a raiz dos problemas.
Por exemplo, se a criança sempre se desenha com um rosto triste, pode ser uma representação insconsciente do seu estado de espírito. Uma pintura da família contendo apenas a mãe, e não o pai, pode demonstrar que a criança nota a ausência da figura paterna em seu dia a dia.
Os materiais recicláveis, como garrafas PET e argilas, podem ganhar novas formas pelas mãos dos pequenos. As esculturas são interessantes porque a criança desenvolve a percepção de que as coisas — inclusive os sentimentos — podem ser remodeladas. Assim, pode enxergar novas formas de lidar com problemas.
Ao atuar, a criança sente uma liberdade para representar seus sentimentos que, talvez, não tenha no dia a dia. O psicoterapeuta também pode criar cenas nas quais os pequenos usam seus personagens para resolver problemas e lidar com situações que, na vida real, estejam causando efeitos negativos.
Você já foi transportado para “outro lugar” ao ouvir alguma música? Pois é, as melodias têm o poder de tocar bem fundo. Por isso, são excelentes instrumentos para sondar o que a criança está passando por dentro. Na arteterapia, os pequenos podem ser incentivados a compor uma canção, o que potencializa a criatividade e aumenta a autoconfiança.
A arteterapia é um modo muito efetivo de cuidar do psicológico infantil, sem que sejam necessárias iniciativas mais agressivas. Por meio dos exercícios de criação, a criança expõe seus sentimentos, aprende a lidar melhor com seus problemas e desenvolve habilidades importantes para sua estabilidade emocional, como:
Assim, a arteterapia para crianças é uma excelente opção caso seu filho esteja precisando de acompanhamento psicoterápico. Lembre-se de que, com os pequenos, a sutileza e as abordagens mais lúdicas são sempre bem-vindas, afinal, a criança precisa ser compreendida, integrada e preservada.
Antes de ir, leia também nosso texto sobre os diferentes métodos de ensino para as crianças. Até lá!